Estamos pedindo à Câmara Municipal de Ouro Fino a criação da Semana Municipal do Brincar — sete dias por ano dedicados à infância, às praças cheias, às ruas sem pressa, ao tempo de ser criança.
Brincar é como a criança aprende a ser gente. É onde ela inventa o mundo, testa limites, faz amigos, lida com frustração, descobre quem é.
A Constituição Federal, o ECA e tratados internacionais reconhecem o brincar como direito fundamental — mas, na prática, ele segue espremido entre telas, agendas cheias e ruas perigosas demais.
Uma Semana Municipal do Brincar é o município dizendo, alto e claro:
Aqui, criança brinca.
E a cidade ajuda.
A lei propõe ações intersetoriais entre educação, cultura, saúde e assistência social — gratuitas, inclusivas e acessíveis. Aqui vão alguns exemplos do que pode acontecer:
Praça da Matriz, Praça Allan Kardec, parques de bairro — todos com brincadeiras mediadas, brinquedos simples, fim de tarde de domingo.
Escolas públicas e privadas dedicam tempo à brincadeira livre, jogos antigos, contação de histórias, oficinas com avós e idosos da comunidade.
Encontros intergeracionais, troca de brinquedos, oficinas de pipa e peteca para adultos. Brincar junto fortalece vínculos.
Atividades adaptadas, espaços acessíveis, mediação para crianças neurodivergentes. Ninguém de fora.
Postos de saúde e UBSs com cantinhos lúdicos, palestras sobre tempo de tela, sono infantil, importância do movimento.
Festival de brincadeiras de Minas, congadas, cantigas de roda, capoeira para os miúdos. A tradição volta brincando.
"Brincar é a coisa mais séria que uma criança faz. É como ela descobre o mundo — e ensina o mundo a caber nela."— inspirado em Vygotsky, Winnicott e qualquer adulto que ainda lembre
Ouro Fino tem 277 anos, ruas de paralelepípedo, casarões centenários e um menino sorridente de dez metros que avista a estrada há décadas. É cidade histórica por lei, montanha por geografia, sertaneja por coração.
Uma cidade que sabe contar histórias para crianças — e que precisa, agora, fazer espaço pra elas viverem as próprias.
A Semana Municipal do Brincar já é lei em capitais, cidades médias e municípios do tamanho de Ouro Fino — espalhadas por todo o país. É política pública testada, de baixíssimo custo e altíssimo impacto. Algumas das que abriram caminho:
E no mundo todo: o Dia Mundial do Brincar (World Play Day) existe desde 1999, organizado pela International Toy Library Association em mais de 40 países. Da Itália à África do Sul, do Japão à Argentina — todo dia 28 de maio, o mundo para pra brincar.
Sua assinatura é o que faz isso virar lei. Leva 30 segundos. Vale uma infância inteira — e a de todas as crianças que vão crescer em Ouro Fino daqui pra frente.
Assinar a petição agora →Pouquíssimo. As atividades são em espaços que já existem (praças, escolas, postos de saúde) e mobilizam pessoas que já trabalham na rede pública. O custo principal é coordenação entre secretarias — algo que melhora a gestão pública independente do brincar. Outras cidades realizam a Semana inteira com orçamento mínimo, costurada por voluntariado e parcerias.
Lei é o que garante continuidade. Eventos pontuais dependem da boa vontade do governo da vez. Uma lei municipal coloca a Semana do Brincar no calendário oficial, obriga o poder público a planejá-la todos os anos, e blinda a iniciativa contra mudanças de gestão. É a diferença entre uma boa intenção e um compromisso.
A iniciativa é da Patrícia Morais de Oliveira Amaral, mãe e diretora do Colégio Identidade, junto com colaboradores da instituição e cidadãos de Ouro Fino que abraçaram a causa. Não é uma iniciativa partidária — é uma iniciativa de quem ama esta cidade e quem ama as crianças que crescem nela.
Suas informações vão exclusivamente para a documentação que será entregue à Câmara Municipal de Ouro Fino, comprovando o apoio popular ao projeto de lei. Não são compartilhadas, não viram lista de e-mail marketing, não vão para lugar nenhum além de onde precisam ir: para os vereadores que vão votar.
Pode, e vai ajudar. Mas se você é de Ouro Fino, sua assinatura tem peso especial — os vereadores são seus representantes. Se conhece alguém de Ouro Fino que ainda não assinou, mande este link. É assim que a coisa se espalha.
Aprovada a lei, o passo seguinte é a primeira edição — em maio de 2027, se tudo correr bem. Vamos manter este site no ar com calendário, locais e formas de participar. Se quiser ser voluntário desde já, deixe seu contato no formulário da petição.